O centenário incerto de Canhoto da Paraíba, ás do violão invertido que legou obra expressiva para o instrumento

  • 02/01/2026
(Foto: Reprodução)
O violonista Canhoto da Paraíba (1926? – 2008) em ilustração feita para a capa de álbum de 1977 Reprodução ♫ MEMÓRIA ♬ Ninguém questiona a genialidade de Francisco Soares de Araújo, o violonista conhecido como Chico Soares ou, mais frequentemente, como Canhoto da Paraíba, nome artístico que alude ao fato de o compositor e músico ter nascido no sertão de Princesa Isabel (PB), município do interior da Paraíba, em família musical (o avô tocava clarinete e o pai, violão). Já a data de nascimento do artista sempre foi motivo de discussão. Tudo indica que foi em um dia 19 de março. Mas o ano é motivo de controvérsias. Há quem aponte que Francisco veio ao mundo em 1926, há quem sustente que ele teria nascido em 1927 e há quem crave que o ano correto é 1928. Há ainda uma quarta versão (talvez a mais crível) de que o próprio Canhoto teria dito que a data certa é 19 de março de 1929. O fato é que o violonista morreu em 24 de abril de 2008, em Paulista (PE), município de Pernambuco. Como não se pode afirmar com precisão a data de nascimento do artista, o centenário de Canhoto da Paraíba se torna indefinido, impreciso. Várias fontes cravam que Canhoto é de 1926 e, portanto, 2026 seria o ano do centenário do artista. Contudo, paira a dúvida. O que dificulta as merecidas homenagens a esse violonista cujo toque invertido impressionou ases como Jacob do Bandolim (1918 – 1969), Radamés Gnattali (1906 – 1988) e Paulinho da Viola, sambista chorão que compôs música em tributo a Canhoto, “Abraçando Chico Soares”, choro apresentado pelo bamba carioca em álbum de 1971. Francisco era canhoto, mas não inverteu as cordas do violão para poder tocar o instrumento. Ele virava era o próprio violão. Como compositor, Canhoto da Paraíba deixou obra autoral diferenciada pelo toque nordestino que imprimiu em choros e valsas. O violonista morreu em 2008, mas a rigor saiu de cena dez anos antes, impedido de tocar por conta de AVC sofrido em 1998. Foi o acorde final de trajetória profissional iniciada em 1952, inicialmente em João Pessoa (PB) e, mais tarde, no Recife (PE). Foi na capital de Pernambuco que o violonista autodidata mais exerceu o ofício que somente lhe daria certa projeção nacional em 1977, ano em que o admirador Paulinho da Viola produziu um álbum referencial do músico, “Canhoto da Paraíba – O violão brasileiro tocado pelo avesso”. O disco simbolizou capítulo decisivo em história protagonizada por Canhoto da Paraíba como excepcional violonista de toque invertido e como notável compositor de choros feitos para o violão. Por isso, por mais que seja incerto o ano do centenário do artista, é preciso louvar o legado de Canhoto da Paraíba.

FONTE: https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2026/01/02/o-centenario-incerto-de-canhoto-da-paraiba-as-do-violao-invertido-que-legou-obra-expressiva-para-o-instrumento.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

No momento todos os nossos apresentadores estão offline, tente novamente mais tarde, obrigado!

Top 5

top1
1. hacked by azad salam

hacked by azad salam

top2
2. hacked by azad salam

hacked by azad salam

top3
3. hacked by azad salam

hacked by azad salam

top4
4. hacked by azad salam

hacked by azad salam

top5
5. hacked by azad salam

hacked by azad salam

Anunciantes